Campanha “Paguen lo justo”, de abrangência regional e internacional, é apresentada em Porto Alegre

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Como parte da turnê (Gira) 2017 da Campanha “Que as transnacionais paguem o justo”, da qual o Instituto Justiça Fiscal é parceiro e apoiador, foram realizadas, no mês de junho, atividades em Porto Alegre, contando com as presenças de Alonso Paz, da Red Latinoamericana sobre Deuda, Desarrollo y Derechos (Latindadd), e Adrián Falco, da Fundación SES, da Argentina, cuja sigla SES representa as palavras Sustentabilidad, Educación y Solidaridad.

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No final da tarde da segunda-feira, dia 26, ocorreu um encontro no Diretório Acadêmico DAECA, no prédio da Faculdade de Economia, com estudantes, para conversar sobre o desmantelamento do sistema de proteção social no Brasil e na Argentina e da agenda comum a estes dois países dentro deste processo. Foi discutida também a apropriação do Estado pelas grandes corporações e o impacto desta apropriação na sociedade, bem como apresentados os marcos da Campanha.

No dia 27, na sede da Associação Gaúcha dos Fiscais da Previdência (Agafisp), centro da cidade, ocorreu uma oficina dirigida aos movimentos sociais, sindicatos e organização da sociedade civil, sobre as medidas econômicas mais recentes tomadas no Brasil e na Argentina. Adrián Falco fez um panorama da situação argentina, enquanto Alonso Paz apresentou a Campanha. É imprescindível, na conjuntura atual, apropriar-se da temática tributária e fiscal como condição para a justiça social, assim como a busca de soluções conjuntas para a América Latina, não individualmente, país por país.

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Por fim, no dia 27, dentro do marco da Campanha, ocorreu uma reunião na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), onde foi apresentada a Campanha e proposta uma agenda colaborativa no sentido de fortalecer a união entre trabalhadores, estudantes, movimento sindical e organizações sociais a fim de obter mais recursos para a saúde, educação, maior geração de empregos e melhor qualidade de vida aos cidadãos.

Em todos os eventos, restou claro que não se pode mais postergar a inclusão da discussão sobre tributação e reforma tributária, ajuste fiscal, gasto público, enfim, de temas que tratam essencialmente do financiamento do Estado e de como será distribuído o ônus desse financiamento. Ou seja, trata-se de, por um lado, tributar com mais qualidade e, por outro, de garantir uma adequada repartição dos recursos arrecadados a quem mais necessita.

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