Foi a seleção de futebol do Brasil vendida para uma empresa nas ilhas Cayman?

Uma enorme história saiu do Brasil ontem. O Estadão publicou alegações de que o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, foi subornado para que a venda do direito de escolher os jogadores que deveriam compor a seleção time de futebol para empresas de marketing de terceiros.

As revelações foram publicadas no Estadão e parecem ter saído como resultado de uma luta de poder dentro da federação.

De acordo com documentos revelados pelo jornal, Teixeira junto com seu sogro, João Havelange, o ex-presidente da FIFA, recebram US $ 40 milhões para permitir que uma empresa anônima com base nas Ilhas Cayman selecionasse a equipe brasileira (para saber mais sobre a história de Havelange de corrupção ver esta entrevista com Andrew Jennings).

Uma razão pela qual as Ilhas Cayman fossem usadas parece ser por causa do sigilo da pequena ilha jurisdição que permite que as empresas se safem. Por razões óbvias, ninguém deveria saber sobre este negócio.  Uopps!

O esquema teria funcionado da seguinte maneira: jogadores foram selecionados com base no seu valor de mercado e não de acordo com seu desempenho esportivo. Penalidades eram pagas pela Federação Brasileira de Futebol se menos jogadores de alto perfil fossem selecionados ao invés de figuras mais conhecidas.

Há muito tempo existem rumores de subornos sendo pagos para que os jogadores menos qualificados fossem chamados para a equipa nacional – e seu valor de transferência inflado em conformidade. Mas nada tão sensacional jamais foi apresentado.

A maioria das nações futebolísticas bem sucedidas, Alemanha, por exemplo, seleciona suas equipes com base no talento, habilidade, forma, fitness, táticas e uma série de outras métricas avaliadas por profissionais com anos de experiência, a fim de tentar obter o melhor resultado.

Uma versão desta história apareceu no site do Jogo Offshore da TJN.

http://ijf.org.br/?p=230

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